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Itabuna, Bahia, Brazil
Licenciada em Química pela Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc- Bahia); Mestre em Ensino de Ciências pela Universidade de São Paulo (USP); Professora do ensino Fundamental e Médio há 12 anos. Trabalha com Jogos e atividades lúdicas no ensino de Ciências, especialmente a Química.

domingo, 1 de setembro de 2013

Divulgação Científica: informação científica para a cidadania?

RESENHA

ALBAGLI, S. Divulgação Científica: informação científica para a cidadania? Ci. Inf. Brasília.v. 25, n. 3, p. 396-404. set./dez. 1996.


Saulo C. Seiffert Santos[1]

Divulgação Científica (DC)

   A DC é um termo genérico referido a diversas modalidades de comunicações de informações científicas para públicos endereçados. Segundo Albagui (1996), A DC inicia com a o designação Difusão científica ou disseminação científica, no qual refere-se a todo e qualquer processo usado para a comunicação da informação científica e tecnológica. Está presente na comunicação de especialista-especialista e especialista-leigo: comunicação científica tecnológica para a comunicação entre especialistas, e aDivulgação científica para comunicação sobre as ciências 
 Há duas principais modalidades de Divulgação científica: a mídia (jornalismo científico) e os espaços não formais (museus e centro de ciências) (ALBAGUI; NASCIMENTO, 2008; SILVA, 2006). A DC nem sempre ocorre compatibilidade entre as produções e os públicos, pois muito material da DC é produzida para o público leigo geral, e muito produtos alcançam o consumo na escola, no qual ocorre relativamente um público especifico com necessidades particulares e próprias.

   Nesta situação, Krasilchick e Marandino (2007) apontam que os produtores da DC são publicados por cientistas e especialistas em jornalismo científico para público adulto, assim não ocorrendo o uso e apropriação de mesmos referenciais pedagógicos para orientar as produções.         Mas isto não quer dizer que seja desqualificada pedagogicamente esta DC para a escola. Pois, a escola é alvo de produções de DC por meio de mídia (canais de vídeos e áudios) e Textos de Divulgação Científica (TDC), entre outros canais de comunicação. Estes são desenvolvidos segundo as necessidades e capacidades dos estágios mentais para compreensão. No entanto, o material mais utilizado e mais disponível ainda é o livro didático, e este tem agregado TDC para atualização de conteúdos, alguns com reconstrução textual outros não, dependendo do nível de ensino (NASCIMENTO, 2010).

Como também ocorre a uso de Espaços Não Formais, não seria neste caso uma Educação Não Formal, mas o uso de tal espaço para a educação formal, assim podendo ser um espaço institucional ou espaço aberto ao público (ROCHA, 2008; ROCHA e TÉRAN, 2010). Não se confundem com aula de campo, ou aula passeio, mais aulas com atividade orientada diretivamente. No caso na cidade de Manaus conta-se mais 50 espaços não formais potenciais (SANTOS & TÉRAN, S/D), assim podendo ser um recurso melhor aproveitado com a devida orientação.

            No entanto, segundo Marandino (2001) o uso para divulgação científica está aplicado ao uso de ambiente institucional com organização estrutural pedagógica, e com seus recursos e matérias para realização de demonstração científica ou de valor histórico-filosófico.

Referências
KRASILCHICK, M..; MARANDINO, M. Ensino de Ciências e cidadania. 2.ed. São Paulo: Moderna, 2007.
MARANDINO, M. Interfase na relação museu-escola. Caderno Brasileiro de Ensino de Física. v. 18, n. 1, 2001. Disponível em: <http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/fisica/article/view/6692/6159>. Acessado em 12 jun. 2010.
NASCIMENTO, T. G. N. Definições de Divulgação Científica por jornalistas, cientistas e educadores em ciências. Revista Ciência em tela. v. 1, n. 2, 2008.
NASCIMENTO, T. G. O discurso da divulgação científica no livro didático de ciências. Encontro Nacional de Pesquisadores em Educação em Ciências. 4., Anais ..., 2010.
ROCHA, S. B. C. A escola e os espaços não-formais: possibilidades para o ensino de ciências nos anos iniciais do ensino fundamental. 2008. Dissertação de Mestrado– Manaus: UEA / Escola Normal Superior.
ROCHA, S. C. B.; TÉRAN, A. F. O uso de espaços não-formais como estratégia para o Ensino de Ciências. Manaus: UEA/Escola Normal Superior/PPGEECA, 2010.
SANTOS, S. C. S.; TÉRAN, A. F. Possibilidades de integração entre o professor pesquisador e os espaços não formais para o ensino de biologia. GP-DiCECENFA/UEA. s/d.
SILVA, H. C. O que divulgação científica? Revista Ciência & Ensino. v. 1, n.1, dez. 2006.




[1] Mestre em Ensino de Ciências pela Universidade do Estado do Amazonas - UEA. Grupo de Pesquisa DiCECENFA/UEA. Encontro 09 fev. 2011. E-mail: sauloseiffert@yahoo.com.br

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